Estambo de geusso: por que Mineral foi vaiado ao defender aliança com o PSB?

Eu parto do princípio, meu caro Paiakan, de que o senador Cássio Cunha Lima não vai romper com o governador Ricardo Coutinho. Pelo menos enquanto houver dúvidas sobre sua elegibilidade. Mas, se depender de sua militância, o senador já deveria ter apeado do Governo RC. Foi o que ficou claro, nesta segunda (dia 23), durante a filiação de várias lideranças ao partido.
No momento em que defendeu a manutenção da aliança do PSDB com o PSB do governador Ricardo Coutinho, o deputado Antônio Mineral foi estrepitosamente vaiado. E não foi uma vaia qualquer. Foi a reação clara de ojeriza à aliança que elegeu Ricardo governador em 2010, e não viu correspondidas suas expectativas ao longo de quase três anos de gestão.
RC desdenha de bancada e se ausenta de reunião sobre Transnordestina

Vamos combinar: num Estado tão carente da iniciativa de suas lideranças, vale um destaque a reunião desta segunda convocada pelo senador Vital Filho para discutir a inclusão da Paraíba no projeto da Transnordestina. O ponto negativo, claro, foi a ausência do governador Ricardo Coutinho, que não poderia se omitir desse debate.
O detalhe foi que, mesmo sendo adversários políticos, sentaram à mesma mesa para discutir o pleito os senadores Vital e Cássio Cunha Lima, além de Cícero Lucena. Afora, vários deputados federais e estaduais. Mas, o governador ficou fora dos trilhos. É como se fosse gás nobre, incapaz de se misturar com outras lideranças, ainda que seja para discutir um importante projeto para o Estado.
Cássio admite que aliança com o PSB vai passar por uma espécie de Enem

A solenidade de ingresso dos novos filiados ao PSDB trouxe algumas declarações emblemáticas do senador Cássio Cunha Lima. A mais importante delas, sem dúvida, foi o senador afirmar que a aliança com o PSB, para eleger o governador Ricardo Coutinho em 2010, foi pontual. Agora, para 2014, o PSDB irá reavaliar se irá até as urnas de 2014.
Cássio firmou que essa decisão passa por espécie de Enem a que submeterá o Governo RC. Foi o que ficou implícito em suas palavras: “Houve uma aliança em 2010 que foi firmada em torno de uma candidatura. Três anos depois não se trata mais de uma carta de compromisso, mas sim de uma avaliação de resultados do governo. E é isso que faremos no ano que vem.”