Governo vai gastar em 2014 mais com propaganda do que agricultura, turismo, cultura e esportes juntos

Durante a discussão sobre a Lei da LOA (Lei do Orçamento Anual) do Governo Ricardo Coutinho para 2014, um número saltou aos olhos e foi motivo de intenso debate entre os deputados. O Governo pretende gastar no próximo ano R$ 50,6 milhões com propaganda (Comunicação Social), contra apenas R$ 31 milhões com o turismo ou R$ 28 milhões com a agricultura e pesca.
Mais que isso: conforme observou o deputado Janduhy Carneiro, “o Governo Ricardo Coutinho está praticamente inviabilizando o funcionamento da UEPB, ao retirar cerca de R$ 50 milhões que estavam previstos para o orçamento do próximo ano, o que mostra o total descompromisso do Governo com a instituição que é patrimônio da Paraíba, além de já vir reduzindo ano a ano o repasse do duodécimo”.
Vital denuncia “governo ditatorial (de RC) do quero, posso, mando e faço”

O senador Vital Filho abriu fogo contra o governador Ricardo Coutinho, em sua palestra aos servidores estaduais, durante evento realizado na Estação Ciência. Segundo Vital, a Paraíba vive, atualmente, um Governo “do quero, posso, mando e faço”. Para o senador, “trata-se de um governador que fica triste quando não cria uma discórdia”.
“Na Paraíba, em tempos de Governo Ricardo Coutinho, não há mais espaço para diálogo e conciliação. Tudo tem que ser resolvido na briga, especialmente quando se trata do funcionalismo estadual, que perdeu conquistas históricas”, adiantou o senador, lembrando os obstáculos que o governador tem tentando impor à administração do prefeito Luciano Cartaxo.
Assembleia vai julgar pedido de impeachment contra RC por improbidade

Os defensores públicos do Estado ingressaram com o pedido de impeachment do governador Ricardo Coutinho na Assembleia Legislativa, pela prática dos crimes de responsabilidade e de improbidade administrativa. Nesta terça-feira (12), o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Jandhuy Carneiro recebe a ação para analisar o termo da denúncia.
Segundo o defensor público José Cláudio, o principal motivo a ser alegado no pedido de processo de cassação do mandato Ricardo Coutinho, e que o governo do Estado estaria repassando o duodécimo da Defensoria Pública em valores abaixo dos fixados na Lei Orçamentária Anual (LOA).