PODER COM FORÇA… Ministros soltam Cabral, subvertem Teto de Gastos do Congresso e punem por opinião

O Supremo Tribunal Federal segue pautando o País, naquilo que mais agride a moralidade.

Num dia, o ministro Edson Fachin livra o multiprocessado senador Renan Calheiros de mais um processo. E Calheiros devolve a gentileza protocolando uma PEC, que amplia os poderes do… Supremo, e, de quebra, avança nas liberdade individuais.

No outro dia, o STF coloca o multicondenado Sérgio Cabral de volta à ruas, mesmo o ex-governador se dizendo um ladrão viciado em propina. E assim, Cabral, condenado a mais de 390 ano de prisão ganha salvo conduto para fazer aquilo que mais gosta.

Agora, o ministro Gilmar Mende (sempre ele) passa por cima do Congresso, subverte a ordem constitucional, e, de uma penada só, promove rearranjo no famoso Teto de Gastos, atendendo um pedido do senador Randolfe Rodrigues (sempre ele).

E, obviamente, o ministro Alexandre Moraes, autoproclamado imperador do País, segue pautando o pensamento do brasileiro, de acordo com suas conveniências. Ter opinião no Brasil, como se sabe, tornou-se um ato de alto risco, pois, como o próprio afirmou, em tom de ameaça: ainda haverá muitas prisões e muitas multas.

Se antes, havia suspeitas de que o Brasil vivia uma togacracia, hoje talvez essa dúvida não existe mais. A impressão geral é que o ministro Barroso é quem tem razão. Para o brasileiro, vale o bordão: perdeu, mané. E agora, Mané? Lembra Drummond:

E agora, Mané

Se você gritasseSe você gemesseSe você tocasseA valsa vienense
Se você dormisseSe você cansasseSe você morresseMas você não morre
Você é duro, Mané…