NEM ASSUMIU DIREITO… Gustavo Feliciano repassa empresas de R$ 400 mil a laranja na Paraíba, diz Metropoles

Nem bem assumiu o Ministério do Turismo, e o paraibano Gustavo Feliciano já entra na mira da mídia nacional. O portal Metropoles trouxe que Gustavo transferiu três empresas das quais era dono para uma laranja que, por coincidência, é uma ex-assessora parlamentar de seu pai, o deputado Damião Feliciano (União Brasil).

Segundo a reportagem, Soraya Rouse Santos Araujo tinha um salário de R$ 3.529,86. O portal apurou ainda que Soraya mora em uma casa simples em João Pessoa e mantém dificuldades para pagar dívidas e até o IPTU da própria residência.

“Do dia para a noite, contudo, tornou-se sócia-administradora de três empresas – com capital social de R$ 400 mil – que pertenciam a Gustavo Feliciano, incluindo uma instituição de ensino e duas construtoras que devem mais de R$ 500 mil à União”, diz a reportagem.

E ainda: “As transferências da União de Ensino Superior da Paraíba Ltda (UniPB), da Sunset Business e da GCF Construções e Empreendimentos Imobiliários Ltda ocorreram sucessivamente em dezembro passado, mês em que Gustavo Feliciano se tornou ministro do Turismo.”

Movimentação – Documentos obtidos pelo portal “mostram que Gustavo Feliciano declarou à Junta Comercial da Paraíba ter vendido a Sunset Business e a GCF Construções para Soraya Rouse por R$ 100 mil cada”, e ainda: “Esse montante corresponde ao pagamento de todas as cotas desses empreendimentos ligados ao ramo da construção.”

Por fim, o portal sinaliza a existência de “indícios de que ambas as empresas, localizadas na Paraíba, são de fachada e continuam ligadas ao ministro do Turismo. Isso porque os endereços registrados na Receita Federal não apontam para o funcionamento de qualquer tipo de companhia.”

Detalhe: “As três empresas pertenciam a Gustavo Feliciano até dezembro, quando se tornou ministro do Turismo. Tanto a instituição de ensino quanto uma das construtoras têm dívidas com a União acima de R$ 500 mil.”

Outro detalhe: “Nenhuma delas possui site ou redes sociais próprios – e os rastros digitais são escassos. Além disso, ambas as empresas mantêm e-mails pessoais de Gustavo Feliciano no cadastro, mesmo após a suposta “venda.”