
A Polícia Civil da Paraíba, em conjunto com a do Rio Grande do Norte, cumpriu, nesta quarta-feira (04/02), mais de 20 mandados judiciais, entre prisões e buscas e apreensões, em várias cidades dos dois Estados. Segundo a PC, o grupo teria movimentado cerca de R$ 45 milhões com tráfico de drogas, em um ano.
A Operação Stone concentrou suas ações na região de Campina Grande, no Agreste do Estado. A ação investiga a movimentação de dinheiro ligada a tráfico de drogas, tráfico de armas e crimes patrimoniais na Paraíba e no Rio Grande do Norte.
De acordo com o delegado Victor Melo, da Draco (Delegacia de Crimes de Repressão Contra o Crime Organizado), as investigações começaram em 2023 após a Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado) repassar provas sobre um detento do presídio PB1, que comandaria atividades criminosas de dentro da unidade.
A partir desse material, a polícia realizou investigações, principalmente financeiras, e identificou fornecedores e responsáveis pela movimentação do dinheiro do grupo.
Foram cumpridos mandados, em Campina Grande, João Pessoa, Esperança, Pedra Lavrada e Queimadas, na Paraíba, e ainda na Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte. Entre os alvos estão pessoas qwue figuram como “laranjas”, além de um advogado, um policial militar e pessoas ligadas ao esquema investigado.
Campina – Durante as ações no Bairro de Ramadinha, em Campina Grande, um homem foi preso em flagrante. Segundo a polícia, ele é mototaxista e apontado como um dos principais responsáveis por movimentar dinheiro do tráfico e teria movimentado R$ 1,8 milhão em cerca de cinco meses.
Ainda segundo o delegado, durante a ação, o suspeito tentou atrapalhar o trabalho policial e quebrou o próprio celular, numa tentativa de impedir a coleta de provas. O homem foi levado para exame de corpo de delito e deve prestar depoimento.