
Libera geral ou não? Eis a questão que tem permeado o debate interno e dividido ainda mais o PT. Trata-se do dilema se deve apoiar o prefeito Cícero Lucena (MDB) ou o vice-governador Lucas Ribeiro (Progressistas).
O deputado Luiz Couto, por exemplo, afirmou que a tendência é o partido “liberar geral” para os seus militantes decidirem em quem irão votar, considerando que há duas correntes fortes dentro da legenda.
As declarações do deputado foram dadas após uma agenda com o prefeito Cícero Lucena, apesar de ter anunciado, há alguns dias, apio as pré-candidaturas de Lucas Ribeiro e do governador João Azevedo (PSB).
O raciocínio de Couto: “Lula deixou livre (a escolha pra apoiar o candidato), e o partido vai deixar livre”. Essa situação, segundo o deputado, decorre do fato do partido não ter construído candidatura própria.
Mas, Couto tem sido contestado pela presidente do partido, a deputada Cida Ramos, que ” há um equívoco por parte do deputado, esta será uma decisão do partido, e deve acontecer até março”.
“A fala de Luiz reflete a posição e o desejo dele. Agora, o partido tem direção estadual, o partido tem direção nacional, Lula em local ou tempo algum falou isso”, rebateu a deputada.
E arrematou: “A Paraíba assim como outros Estados está em processo de definição. Então, tem que ter bastante tranquilidade e a gente vai no ritmo e no tempo do partido na conjuntura nacional de acordo, obviamente, com o interesse de reeleição de Lula.”
Quem também se manifestou contrário a Couto foi o também deputado Luciano Cartaxo, para quem o partido é que deve escolher que decisão tomar quanto a apoios.
Cartaxo, como se sabe, integra a base do governador João Azevedo e tem uma sinalização de apoio a Lucas, apesar de reafirmar que “a decisão é partidária e não individual, respeitando a diretriz de reeleição do presidente Lula”