
Aconteceu mais rápido do que se esperava, meu caro Paiakan, o cisma entre o senador Efraim Filho (União Brasil) e o ex-deputado Pedro Cunha Lima (PSD). Aliados até bem recente, aparentemente protagonizam uma separação litigiosa.
E aconteceu a partir de declaração de Efraim, se queixar e lamentar que Pedro tenha optado por apoiar o prefeito Cícero Lucena (MDB).
Visivelmente aborrecido, Efraim classificou a decisão de Pedro como um retrocesso, “olhar para o retrovisor” e alfinetou que ele “trocou o novo pelo velho”.
Pedro não deixou por menos: “Quem escolheu, na verdade, que Cícero ocupasse esse espaço no campo das oposições não fui eu. Foi, sobretudo, o povo paraibano, que em cada pesquisa e em todos os levantamentos que se faz há mais de um ano tem um nome liderando a disputa, que é o nome de Cícero.”
De quebra, Pedro ainda sinalizou não ter qualquer veto a uma eventual adesão do ex-secretário Jhony Bezerra à pré-candidatura de Cícero. Apesar de estarem em palanques diferentes na eleição de 2024, em Campina Grande, quando chegaram a trocar ásperas críticas.
Ainda não é possível avaliar o tamanho das feridas, meu caro Paiakan, até porque as farpas não foram de grosso calibre. Mas, o fato é que se estabelece um distanciamento que poderá por em risco uma eventual união de forças no 2º turno.