OPERAÇÃO ARGOS Força-tarefa desarticula quadrilha interestadual com prisões e apreensão de mais de R$ 100 milhões

A Operação Argos, deflagrada na manhã desta quinta-feira (26/02), levou a Polícia Civil cumprir 32 mandados de prisão, somente em João Pessoa, para desmontar um esquema interestadual de tráfico de drogas. Segundo as primeiras informações, foram feitas apreensões que resultaram em prejuízos superiores a R$ 100 milhões para a organização criminosa.

A ação ocorreu, não apenas em João Pessoa, mas também em Alagoa Nova,  Areia, Cajazeiras, Campina Grande, Patos, Pombal e Sousa, na Paraíba, além de Hortolândia, São Bernardo do Campo, em São Paulo, mais Cândido Sales, na Bahia, e Nova Santa Helena, em Mato Grosso. Segundo as investigações, o esquema comandava o tráfico de drogas na Paraíba e em áreas estratégicas do Sertão de Pernambuco e do Ceará.

Logo nas primeiras horas, a força-tarefa o principal lider da organização criminosa, Jamilton Alves Franco, vulgo Choco, em Hortolândia. Além dele, o principal operador da orcrim na Paraíba, conhecido como Luciano, foi capturado em Pombal. A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Draco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado), mobilizou mais de 400 policiais civis. Ao todo foram cumpridos 44 mandados, nos vários Estados.

Investigações – Segundo a PC, as  investigações foram iniciadas em meados de 2023, a DRACO e forças parceiras identificaram uma sequência de apreensões recordes de entorpecentes na Paraíba, todas vinculadas a um mesmo proprietário. O cruzamento de dados de celulares apreendidos e quebras de sigilo bancário indicou a existência de uma estrutura criminosa complexa, comparada a uma “holding” do crime interestadual.

Força-tarefa – A operação  e contou com o apoio de órgãos especializados, incluindo Gaeco (Ministério Público), o GOE (Grupo de Operações Especiais), o GOC (Grupo de Operações com Cães), a Unidade de Inteligência da PC. A ação trabalhou em colaboração da Polícia Civil de São Paulo, por meio do DENARC, DEIC de São Bernardo do Campo e DEIC de Piracicaba, e das Polícias Civis da Bahia e Mato Grosso.

 

(ORCRIM).

A Operação ARGOS cumpre mandados em 13 cidades distribuídas em cinco estados: João Pessoa, Campina Grande, Areia, Alagoa Nova, Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras (PB); São Paulo, São Bernardo do Campo e Hortolândia (SP); Cândido Sales (BA) e Nova Santa Helena (MT).

Entre as medidas judiciais estão:

  • 44 mandados de prisão preventiva (32 na Paraíba, 10 em São Paulo, 1 na Bahia e 1 em Mato Grosso);
  • 45 mandados de busca e apreensão;
  • Bloqueio de R$ 104,8 milhões em contas bancárias de 199 investigados;
  • Sequestro de 13 imóveis de luxo;
  • Sequestro de 40 veículos, incluindo carros esportivos e frotas de transporte, avaliados em mais de R$ 10 milhões.

O nome da operação faz referência a Argos Panoptes, personagem da mitologia grega conhecido como “o guardião de cem olhos que nunca dormia totalmente”, simbolizando a vigilância contínua da Polícia Civil da Paraíba na investigação e repressão ao crime organizado.