DECISÃO SUPREMA Ministro Dino suspende quebra do sigilo de Lulinha que movimentou R$ 19 milhões em 4 anos

Duas informações dominaram parte do noticiário desta quinta-feira (05/03), em meio ao tsunami do Banco Master. Na primeira, a CPMI do INSS revelou que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha (filho do presidente Lula) movimento mais de R$ 19 milhões em suas contas, nos últimos quatro anos (de 2022 a 2025).

As informações foram repassadas à CPMI após a quebra do sigilo de Lulinha, e causaram imenso abalo sísmico na praça política, nas últimas horas. Mas, o fato é que o ministro Flávio Dino (Supremo Tribunal Federal) entrou no jogo, e mandou suspender a quebra do sigilo.

Flávio Dino decidiu suspender as quebras de sigilo votadas em bloco pela CPMI do INSS no dia 26 de fevereiro, incluindo, agora, a quebra de sigilo de Lulinha. Em sua decisão, o ministro reforça que as quebras por meio da votação conjunta de 87 requerimentos teriam violado o devido processo constitucional.

Em sua decisão, Dino ainda provoca os membros da comissão de inquérito, afirmando que o colegiado não pode se transformar em “vídeos de internet, úteis para campanhas políticas e eleitorais”, mas sem “validade na perspectiva jurídica”.

Movimentação – Dentre os registros de movimentação consta uma transferência do presidente Lula no valor de R$ 721,3 mil para o filho, em três transações. Dois desses pagamentos — um de R$ 244,8 mil e outro de R$ 92,4 mil — foram feitos no dia 27 de dezembro de 2023.

Segundo o portal Metropoles, houve outro pagamento, de R$ 384 mil, feito por Lula a Lulinha em 22 de julho de 2022. Os depósitos partiram de uma conta de Lula na agência do Banco do Brasil de São Bernardo do Campo (SP).

“Na mesma data de julho de 2022, o petista Paulo Okamotto, então presidente da Fundação Perseu Abramo, o “think tank” do PT, transferiu R$ 152.488,39 para Lulinha. O depósito aparece acompanhado da anotação “Depósito cheque BB liquidado”. Paulo Okamotto também é diretor do Instituto Lula”, diz a reportagem.