
O Brasil é um país cada diz doente, à medida em que extremos dos dois lados se digladiam, com fundamento cada vez mais pobre, meu caro Paiakan. Um emburrecimento de ideias, em que somente os de sua patota estão certos, e os demais de fora estão sempre errados.
Nas últimas semanas, extremados da Direita torceram, efusivamente, contra a premiação do Oscar para o ator Wagner Moura, por ter um alinhamento declarado ao presidente Lula, e, de outro lado, mirar sempre o ex-presidente Bolsonaro em suas críticas.
Já os extremados da Esquerda, vejam só, comemoraram o fato do jornador Neymar não ter sido convocado pelo técnico Carlos Lanceloti para a seleção brasileira de futebol. E por que? Porque Neymar assume posições críticas a Lula e simpáticas a Bolsonaro.
Quer dizer, não se leva mais em conta o talento e a possibilidade de um e outro orgulharem o Brasil com suas conquistas. O que vale é o ataque a quem pensa diferente. Algo absolutamnte insano e só revela o nível do País, com uma régua cada vez mais pra baixo.
Trista sina de um País que tem dois extremos perversos e um centro, que deveria ser o equilíbrio, e é muito mais um repositório de parlamentares do Centrão, com os seus métodos imorais e agressivos quando se trata de avançar sobre os recursos públicos para sempre obter vantagens.
Enquanto este cenário persiste, o Brasil empobrece mais e mostra como não é um País do Futuro, como defendia Stefan Zweig. Segue sendo o País do Atraso, meu caro Paiakan.