
Deixar um mandado executivo, antes do final da gestão, como estão anunciando o prefeito Cícero Lucena (MDB) e o governador João Azevedo (PSB), é como um trapezista deixar a segurança de seu trapézio, saltar no ar e confiar que seu parceiro irá lhe pegar do outro lado. Sem rede de proteção.
Cícero depende da estrutura que o MDB oferece, via senador Veneziano Vital do Rego (MDB), para avançar com sua campanha, e, sobretudo, tentar se manter em primeiro, como atestam, até o momento, todas as pesquisas. Outro âncora imprescindível é o seu vice Léo Bezerra (PSB).
João vai depender da memória das lideranças municipais que fez questão de priorizar em sua gestão, até mais do que os deputados estaduais. E precisará da lealdade, não apenas de seu partido, mas, especialmente, das estruturas do Republicanos de Hugo Motta e o Progressistas de Aguinaldo Ribeiro.
A eleição será muito renhida, já se prevê. Se não tiverem incondicional apoio de seus parceiros, a disputa ficará ainda mais difícil, e o risco de um revés crescerá na medida em que houver alguma deslealdade.