
O escândalo do vazamento de diálogos entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, agitou a cena política da Paraíba. Como esperado, aliás, meu caro Paiakan.
O deputado Cabo Gilberto (PL), líder da Oposição na Câmara, afirmou acreditar na versão de Flávio: “Conversei com Flávio, e ele afirmou que não existia qualquer conversa relacionada a benefício pessoal, além do que já foi publicado. Então, até que se prove o contrário, eu confio na palavra dele.”
O parlamentar defendeu a instalação do Banco Master, e arrematou: “Quem errou, quem roubou, quem praticou algo ilegal, tem que pagar. Essa sempre foi a nossa posição e continuará sendo. Se surgir alguma prova de irregularidade, depois de tudo isso, aí a situação muda. Mas, até então, não apareceu nada ilegal.”
Já a deputada Cida Ramos, presidente do PT, criticou o senador: “É o maior escândalo financeiro da história do Brasil. Um candidato à presidência está diretamente envolvido. O valor que ele diz que era para um filme representa talvez a maior produção cultural da história do Brasil também. É óbvio que não era para produção cultural, era lavagem de dinheiro.”
Pra entender – Tudo começou a partir de uma reportagem publicada pelo site The Intercept, reproduzindo mensagens, áudios e documentos atribuídos a Flávio Bolsonaro em tratativas com o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
As negociações envolveriam cerca de US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 134 milhões, destinados ao financiamento da produção audiovisual “Dark Horse”, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro. O senador confirmou o diálogo, mas negou ter qualquer relação pessoal ou política com Vorcaro.