
O noticiário envolvendo o escândalo do Banco Master tem dominando a praça. E a percepção é de que é muito mais amplo do se esperava o envolvimento da classe política, de todos os espectros ideológicos.
Os últimos dias, em particular, foram marcados por fatos envolvendo os dois pré-candidatos: o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT). Uma sinalização do que virá quando o processo eleitoral realmente começar.
De um lado, o senador foi flagrado em conversas com Vorcaro, para o financiamento de um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. E, mal respirou com a divulação dos áudios com Vorcaro, eis que surge outra informação de que visitou o ex-presidente do Master dias após ele ser preso e estar usando tornozeleira. O que tira o argumento de não saber que Vorcaro estava envolvido nas falcatruas. Foi, como se diz, além de queda, coice, apesar de ter se defendido indicando que o encontro foi para por “um ponto final” no caso do filme.
De outro, a informação, até o momento, não negada, de que Lula recebeu, fora da agenda, em reunião secreta o próprio Vorcaro, por interveniência do ex-ministro Guido Mantega (que recebia R$ 1 milhões por mês do Master), e com a presença de Galípolo, que viria a ser presidente do Banco Central. Na reunião, Lula teria dado conselhos a Vorcado para não vender seu banco ao BTG. Mais que isso, teria, segundo o portal Poder 360, sugerido que Vorcaro esperasse um pouco mais até a posse de Galípolo.
Ou seja, os dois principais pré-candidatos estão contaminados pelo lamaçal do Banco Master. Houve como que um nivelamento entre eles. Apesar dos dois lados se agredirem e tentarem transferir toda a culpa no cartório para o adversário. Eleição sangrenta é o que se projeta para este ano.