
O deputado Hugo Motta (Republicanos) voltou ao epicentro de mais um escândalo nacional. A Polícia Federal suspeita que o presidente da Câmara teria dado aval para para promover os desvios de emendas em favor de Eduardo Cunha, Valdemar da Costa Neto e Arthur Lira (Progressistas-AL), investigados no âmbito da Operação Transparência.
Na esteira da ação, o ministro Flávio Dino (Supremo Tribunal Federal) deteminou o bloqueio de R$ 120 milhões de Valdemar e R$ 6,1 milhões atribuídos ao ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG). Os valores corresponderiam ao total de emendas liberadas para, supostamente, atender pedido dos dois, mesmo sem terem mandato na Casa.
Segundo a PF, servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, teria “pleno aval” de Hugo: “Tudo indica que Tuca contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas em favor de Eduardo Cunha, intensificando um altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto.”
Além do bloqueio, a decisão de Dino determinou que o presidente Hugo Motta apresente, em até dez dias, todos os documentos de tramitação interna das emendas identificadas pela Polícia Federal, “de modo individualizado e organizado por emenda”. Hugo afirmou que estaria repassando todos os documentos solicitados.
Defesa – No sábado (11/07), Hugo publicou uma nota sobre a decisão contra Valdemar e que a ação de Dino era uma “indevida interferência judicial”: “A decisão em questão não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas. Limita-se a inferições e a tentar criminalizar a atividade política.”