
A Polícia Federal abriu inquérito um novo inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), para apurar supostos crimes financeiros na relação entre o candidato a presidente e o advogado e empresário Willer Tomaz.
A investigação foi distribuída ao Supremo Tribunal Federal e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes. O inquérito está sob a coordenação do núcleo de combate à lavagem de dinheiro e evasão de divisas da PF.
De acordo com a PF, as investigações miram a atuação do advogado em relação a pretensos indícios de favorecimento a empresa de apostas esportivas e fraude na licitação da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro).
As investigações iniciaram com base em informações obtidas na nuvem de dados de Willer, que foi alvo de busca e apreensão em agosto da Sem Desconto. A análise é focada na atuação do advogado e aponta “movimentações bancárias de elevada materialidade” e “circulação antecipada de documentos relacionados a processos judiciais”.
De acordo com as investigações, Flávio teria divido uma conta bancária com Willer, informação obtida em troca de e-mails de uma instituição bancária com o escritório de advocacia do amigo do senador fluminense.
Outro detalhe é que Tomaz vem a ser um dos donos da aeronave em que senador viajou, em janeiro de 2025, e que era administrada por uma empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Defesa – A assessoria de Flávio negou a existência da conta bancária conjunta com o advogado. Já Tomaz afirmou, em nota, que a informação não condiz com a verdade.
A investigação aponta ainda elevada movimentação em plataforma de apostas que chegou a R$ 35 milhões, bem como saques em casas de apostas no exterior.