PENSAMENTO PLURAL Relato de tráfego infernal, por G. G. Garsan

As pessoas que precisam trafegar entre João Pessoa e Cabedelo, que representa um contingente expressivo, tem enfrentado um verdadeiro calvário nos últimos dez anos, com as intermináveis obras de triplicação da BR-230. São relatos de desrespeito, incompetência e até irresponsabilidade por parte da empresa que conduz os trabalhos. São inúmeras as queixas da população, como esta do escritor G. G. Garsan, que não parecem sensibilizar as autoridades responsáveis pela fiscalização da obra. Uma lástima. Confira íntegra…

Se você é um dos infelizes que trafega pela BR230 em obras eternas entre a empresa Café São Brás e a Cidade de Cabedelo, meus pêsames eternos.

Após eternos 4 anos para fazer dois viadutos, incompletos, intermináveis, segue o baile com o dinheiro público.

Não se sabe a empresa que executa. Não se sabe o montante de recurso da obra. Não se sabe que década vai terminar. Não se sabe a quem reclamar. Não se sabe nada de bom. Nenhuma placa de obra. Dizem que é lei. No Brasil que não é.

Volto a reclamar porque ontem, ao sair de um viaduto, caí em um buraco feito desnível onde o asfalto foi arrancado. Foi um vôo. Enquanto isso outro carro freava ao lado para não voar. E por debaixo do viaduto, ao fazer o retorno, quase caí numa cratera. Se caísse, ainda estava lá esperando. Não ia chamar reboque não. O trânsito ia parar por algumas horas na hora do rush.

Você consegue enxergar o perigo nessa faixa da esquerda? Foi carro tombamdo aí que não foi brincadeira.

Que vergonhoso. Que pilantragem. Que desonra para o cidadão. Que safadeza. Tem que ser muito mal caráter quem rasga dinheiro do povo dessa maneira.

E sabe o que mais gosto nessa situação toda? É que o povo gosta. Ninguém reclama. Não vejo a tv falar nisso. Ninguém faz bloqueio, ninguém queima pneus. E o governo do Brasil, responsável pela obra acha é bom.

E quando alguém se fhody, grita Eu Quero Justiça! E a justiça diz Eu quero que se fhod@.

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