
A Paraíba vai se notabilizando por crimes eleitorais em série. Só pra lembrar: em 2018, por exemplo, o Tribunal Superior Eleitoral condenou Ricardo Coutinho, por abuso de poder político e financeiro na campanha de 2014. O ex-governador foi, então, incurso na Lei da Ficha Limpa, condenação que levou à impugnação de sua candidatura ao Senado, nas eleições do ano passado.
Pois, na manhã desta terça (6/02), a Polícia Federal deflagrou mais uma operação, a Talir, com vistas ao combate de um esquema de lavagem de dinheiro destinado ao financiamento ilegal de campanhas eleitorais e compra de votos, nas eleições do ano passado (2022). Os policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão no município de Campina Grande.
Trata-se de um desdobramento da Operação Mercador, de 14 de outubro de 2022, quando a PF cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, em João Pessoa, São José do Sabugi e Teixeira, levantando provas para esclarecer a origem e destino de mais de R$ 173 mil em espécie, apreendidos com material de campanha eleitoral, na véspera do 1º turno das eleições.
O dinheiro foi apreendido após colisão de um veículo com uma motocicleta, na cidade Santa Luzia, em 23 de setembro. Durante a abordagem, realizada pela Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal, houve tentativa de ocultação da quantia, o que levantou suspeitas de prática de crimes de corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro. Para estes crimes, as penas variam, respectivamente, até quatro anos e de três a dez anos de reclusão.
O nome da operação é uma referência ao caso Talir, que teve relação a financiamento ilegal de campanha no Leste Europeu.