
Eis que a Justiça chega para o Padre Egídio pelos sacrilégios cometidos com recursos públicos do Hospital Padre Zé. A juíza Ana Christina Soares Penazzi Coelho (3ª Vara Criminal de João Pessoa) condenou o vigário e mais Samuel Rodrigues Cunha Segundo, ex-chefe do setor de Tecnologia da Informação, por apropriação indébita, que ficou evidenciada no âmbito da Operação Indignus.
Egídio foi condenado a 5 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto. Atualmente, ele segue em prisão domiciliar humanitária, sob monitoramento eletrônico, em razão de problemas graves de saúde. Já Samuel recebeu pena de 4 anos, 7 meses e 16 dias, também em regime semiaberto. Ele responde em liberdade, com medidas cautelares diversas da prisão. Ambos deverão pagar multa.
A juíza reconheceu que os dois atuavam em conjunto para desviar bens de alto valor, principalmente celulares, tablets e equipamentos eletrônicos, doados pela Receita Federal ao Hospital Padre Zé. Então, além das penas privativas de liberdade, os réus foram condenados a ressarcir R$ 525.877,77 por danos materiais e a pagar R$ 500 mil por danos morais coletivos.