
Este domingo (01/03) foi de manifestações da Direita pelo País, a começar pela Avenida Paulista, que tem sido o epicentro desses atos, nos últimos tempos. Convocada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o evento teve como mote a derrubada do veto da Dosimetria, e palavras de ordem, tipo “fora Lula, Toffoli e Moraes”.
Presente ao ato, o deputado paraibano Cabo Gilberto (PL), líder da oposição na Câmara, disse a Avenida Paulista estava “lotada” e defendeu a liberdade de Bolsonaro. Outros deputados do Partido Liberal ressaltaram, durante e após os atos, que o Brasil “acordou”, em referência ao movimento do grupou chamado “Acorda Brasil”.
Os organizadores divulgaram uma número bem maior de participantes, mas Monitor do Debate Político da USP estimou em 20,4 mil pessoas no ato. A estimativa, segundo a USP, foi feita a partir da análise de imagens aéreas com o uso de software de inteligência artificial. Cabo Gilberto disse sobre os números da USP: “Só pode ser uma piada.”

O detalhe dessa vez foi a presença de três presidenciáveis: o senador Flávio Bolsonaro (PL), os governadores Romeu Zema (Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (Goiás), além presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o deputado federal Guilherme Derrite (Progressistas), e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
Vários manifestantes levaram bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e Israel, com cartazes do tipo “Fora, Moraes”, “Fora Toffoli”, “Bolsonaro Livre”, “SOS Trump” e “Anistia Já”. No carro de som onde os políticos estavam havia uma faixa com a frase “Fora Lula”.
O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), provocou afirmando que as mobilizações foram um “fiasco”: “Prometeram um tsunami, veio uma marolinha. Os atos da extrema direita deste domingo foram esvaziados. No Rio de Janeiro, menos de cinco mil pessoas. Em São Paulo, poucas pessoas também.”