NEGÓCIO DE R$ 144 MI… Traficantes da Okaida usavam leilão de cavalos de Wesley Safadão para lavagem, traz O Fantástico

A Paraíba volta ao noticiário nacional com uma nova denúncia cavalar. Segundo investigação da Polícia Civil, cavalos de raça avaliados em milhares de reais, movimentaram leilões em haras de alto padrão, na Paraíba, como parte de uma estratégia da organização criminosa Okaida, para lavagem do dinheiro obtido com o tráfico de drogas.

De acordo com as investigações, o esquema envolvia principalmente Yago Cavalcanti e Ivan Moura, conhecido como “Mauro Maromba”. A dupla adquiria adquiriu diversos animais da raça Quarto de Milha, bastante valorizada em competições e eventos do setor, e revendia com outro valor.

A operação policial resultou na prisão de 13 suspeitos. Yago Cavalcanti foi detido enquanto tentava fugir. Já Ivan Moura foi encontrado escondido dentro de um box de cama após uma busca realizada por policiais com apoio de um cão farejador.

Eles poderão responder por organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

Safadão – A Polícia apurou que, apenas do haras ligado ao cantor Wesley Safadão, Yago teria comprado cinco cavalos avaliados em cerca de R$ 1 milhão. Detalhe é que, no leilão, a marca do artista era utilizada, mas a Polícia reiterou que nem o cantor, nem fornecedores ligados ao leilão são investigados.

Safadão se pronunciou, através de sua assessoria, e informou que os leilões ocorriam diretamente por meio da leiloeira e que não houve contato direto entre o cantor e os compradores. Conversas interceptadas mostram os suspeitos discutindo preços dos animais e o potencial de valorização dos animais.

A investigação aponta ainda que Yago montou um haras no Rio Grande do Norte e que os cavalos eram frequentemente arrematados em leilões por valores considerados inflacionados pelos investigadores.

O esquema – Segundo o delegado Lucas Rothardand, os cavalos eram analisados pelo suspeitos para avaliar se ofereciam a possibilidade de transformar dinheiro ilícito em patrimônio aparentemente legítimo.

Assim, eles adquiriam os animais com recursos do tráfico e, posteriormente, revendia, permitindo que o dinheiro retornasse aos envolvidos com aparência de origem legal.

A comercialização de cavalos de alto valor oferecia vantagens, por  envolverem bens que podem sofrer valorização, têm negociação privada e circulam em um ambiente associado a produtores rurais, empresários e investidores.