NESTA SEGUNDA… TRE cassa prefeito de Cabedelo mas ele deve permanecer no cargo até a apreciação dos embargos

O Tribunal Regional Eleitoral decidiu, na sessão desta segunda-feira (17/11), pela cassação do prefeito André Coutinho, sua vice Camila Holanda e o vereador Márcio Silva, pelo placar de 5 a 1. Os crimes apontados pela Corte indicam a prática de conduta vedada e abuso de poder político, nas eleições do ano passado, em Cabedelo.

Na mesma decisão, o TRE resolveu impor inelegibilidade por 8 anos de André Coutinho, Márcio Silva e do ex-prefeito Vítor Hugo.  Por fim, a Corte deliberou que a Justiça Eleitoral só deverá notificar o presidente da Câmara, vereador Edvaldo Neto, quando todos os recursos foram aprecisados pelo plenário do TRE.

Logo após o anúncio do resultado, os advogados André Coutinho anunciaram que irão impetrar embargos, questionando o resultado do julgamento. Com isso, o prefeito permanece no cargo, e poderá se manter, em caso de recurso da defesa ao Tribunal Superior Eleitoral, a quem cabe dá o vereadicto final.

Em nota, o prefeito André Coutinho garantiu que “até a conclusão dessas etapas e o trânsito das medidas cabíveis, não há qualquer mudança na gestão municipal”. 

VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA

A decisão proferida pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), nesta segunda-feira, não implica afastamento imediato do prefeito André Coutinho e sua vice Camila Holanda. O processo ainda seguirá os trâmites legais previstos, incluindo a publicação do acórdão e a fase de embargos de declaração, que podem alterar, esclarecer ou complementar pontos da decisão.

Até a conclusão dessas etapas e o trânsito das medidas cabíveis, não há qualquer mudança na gestão municipal.

A Prefeitura de Cabedelo seguirá funcionando normalmente e manterá a imprensa informada sobre os próximos passos do processo.

Pra entender – A ação pela cassação foi impetrada, nas eleições do ano passado, após a Operação En Passant, da Polícia Federal e do Gaeco, que investigou um suposto aliciamento violento de eleitores em Cabedelo.

No autos, há conversas encontradas pela PF no aparelho celular de uma das investigadas, a Flávia Monteiro. Flávia é considerada o elo entre o grupo político e uma facção ligada ao tráfico de drogas.