Mais uma pesquisa aponta queda na popularidade do presidente Lula, em sintonia com outras publicadas nas últimas semanas, meu caro Paiakan. Além do mais, outra pesquisa mostra desvantagem eleitoral do petista em relação a Bolsonaro, Tarcísio e Marçal.
Aprovação – A mais recente amostragem do Instituto Genial/Quaest aponta uma desaprovação de 56% do Governo, contra o percentual de 49% registrado na pesquisa anterior de janeiro.
Já a aprovação do Governo Lula, que foi de 47%, em janeiro, caiu para apenas 41%, na pesquisa mais recente.
A impressão é que, pelo menos a preço de hoje, não adiantou muito a mudança no comando da Secretaria de Comunicação do Governo, de Paulo Pimenta para o publicitário Sidônio Palmeira.
Da mesma forma, algumas medidas anunciadas e enfatizadas, mais recentemente, ainda não surtiram efeito, como o caso do projeto que isenta de Imposto de Renda pessoas com renda de até R$ 5 mil.
Da mesma forma, o programa Pé-de-meia. Até porque, já na largada, teve parecer contrário do Tribunal de Contas da União. E, há poucos dias, foi alvo de denúncia, indicando que, em algumas cidades, há mais beneficiados com os recursos do que estudantes.
Eleitoral – E, evidentemente, outros fatores devem estar contribuindo para a paulatina erosão da popularidade, não apenas do Governo, mas especialmente do presidente Lula que, a julgar pela pesquisa mais recente do Instituto AtlasIntel/Bloomberg.
Segundo os dados dessa pesquisa, Lula estaria atrás numericamente do ex-presidente Bolsonaro (PL), por 48% a 46%, do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos), por 47% a 46%, e do empresário Pablo Marçal (PRTB), por 51% a 46% (mais em https://www.gazetadopovo.com.br/republica/bolsonaro-tarcisio-lula-empatam-intencoes-voto-2-turno/)
Metodologia – Na pesquisa Quaest, foram entrevistadas 2.004 pessoas pela Quaest, presencialmente, entre 27 e 31 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
Na pesquisa AtlasIntel, que simulou um eventual segundo turno, levantamento foi realizado com 4.659 brasileiros entrevistados por meios digitais entre 20 e 24 de março. A margem de erro é de um ponto percentual.