PENSAMENTO PLURAL A imoralidade, o silêncio, a desmoralização, por Ronaldo Cunha Lima Filho

 

Em seu comentário, o advogado Ronaldo Cunha Lima Filho traz registro do recente escândalo do Banco Master, e cita o caso “contrato milionário entre o escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes”. Destaca ainda como os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli agem “como se fossem soberanos, cujos vassalos (todos nós), não lhes causassem qualquer tipo de preocupação. Eles estão acima do bem e do mal, são preclaros, não devem satisfação a ninguém”. Confira íntegra...

A jornalista Malu Gaspar, (de O Globo), numa apuração bombástica e de caráter histórico, revelou a existência de um contrato milionário entre o escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Viviane Barci de Moraes, com o banco Master, protagonista do maior escândalo financeiro da história do Brasil.

Segundo a coluna da jornalista, uma cópia digital do contrato entre o Banco e o escritório de advocacia Barci de Moraes Associados, comandado por Viviane , foi encontrada no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.

O contrato, assinado em janeiro de 2024, previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões ao escritório e tinha vigência de 36 meses, isto é, até início de 2027, num total de de R$ 129 milhões.

Além de Viviane, dois dos três filhos do ministro Alexandre de Moraes também trabalham no mesmo escritório.

Em paralelo o também ministro do STF, Dias Tofolli, chamou pra si o caso do banco Master e ainda impôs o sigilo.

Se seguiram às inusitadas medidas do ministro Toffoli, várias outras, cada uma mais surpreendente que a outra.

Mais impactante foi a viagem que o ministro Toffoli fez no final de novembro de 2025, pra Lima no Peru, num jatinho, em companhia do advogado do banco Master, Augusto de Arruda Botelho.

Diante dos estrondosos efeitos da divulgação dos fatos envolvendo os dois ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, não se viu até aqui, por parte dos magistrados, a mais longínqua explicação sobre os gravíssimos fatos apurados. É como se fossem soberanos, cujos vassalos ( todos nós), não lhes causassem qualquer tipo de preocupação. Eles estão acima do bem e do mal, são preclaros, não devem satisfação a ninguém.

O silêncio até aqui adotado pelos dois é uma desmoralização para o executivo, o legislativo e principalmente para o povo brasileiro.

A imprensa vem agindo timidamente. Não se viu até aqui abordagens mais efetivas.

Há poucos dias o bravo e destemido ministro Alexandre de Moraes, abriu um inquérito ex ofício, ou seja sem ouvir ninguém, sobretudo o ministério público, como é usual, com o objetivo de apurar vazamentos por órgãos públicos de dados ENVOLVENDO OS PRÓPRIOS MINISTROS DO STF.

Ele não quer só nos desmoralizar, ele quer nos humilhar.

 

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