
Em seu comentário, o advogado Ronaldo Cunha Lima Filho trata de um dos temas mais sensíveis na praça: o escândalo do Banco Master e a atuação inusitada de figuras de proa do Judiciário, como os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. “A contaminação moral parece inevitável”, postula. Confira íntegra…
Fui ao armário buscar ânimo para escrever sobre outro tema, mas uma força maior me conduziu ao Supremo Tribunal Federal. É para lá que os olhos do Brasil se voltam. Não porque haja um julgamento rumoroso em curso, mas porque, desta vez, quem está sendo julgado é o próprio tribunal.
A mais alta instância do Judiciário enfrenta uma crise inédita e perigosa de credibilidade. Dois ministros tornaram-se alvos centrais da opinião pública: Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Toffoli, como relator do inquérito do Banco Master, vê-se enredado até a medula no maior escândalo financeiro da história recente. Dois de seus irmãos aparecem no centro da lama. A contaminação moral parece inevitável.
Alexandre de Moraes, por sua vez, silencia diante da revelação de um contrato de 129 milhões de reais entre o escritório de sua esposa e o mesmo banco. Um valor que espanta até os mais prestigiados escritórios do país. O rigor que aplica aos outros não se aplica a si.
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