PENSAMENTO PLURAL Nada de novo no ar, por Durval Leal Filho

No entender do cineasta Durval Leal Filho, o Supremo Tribunal Federal se imbuiu de um poder que está acima do que prevê a Constituição. “O Supremo Futebol Clube, a suprema arrogância de 11 membros, que se fizeram um time para ganhar de toda a nação. Essa é uma guerra beligerante porque eles entenderam que são o Supremo Futebol Clube contra o povo do Brasil, que os sustenta, que os mantém, que os significa”, pontua. Confira íntegra...

O Supremo Futebol Clube, essa é a nova barbárie. Será eterna? O que mais me impressiona é que tudo na lei da física funciona. É muito interessante. Ou somos um teatro? Realmente há uma força que nos guia, que brinca de teatro conosco? Tudo agora é virtual?

Imaginemos que voltemos a Esparta, no estado beligerante, um estado de guerreiros, onde a formação e a construção do estado eram bélicas. A conquista era a necessidade de sobrevivência e de expansão. Tudo volta, em ciclos eternos de violência. Você tem um herói e um rei: Alexandre, o Grande, da Macedônia, que foi conquistador. Viveu desde menino entre intelectuais e estudou; necessariamente teve a guerra como escola. A guerra pela conquista.

No histórico dos antecedentes, tudo volta. Primeira Guerra, Segunda Guerra, todas as barbáries humanas estabelecidas. Idade Média, a Guerra dos Cem Anos, a Guerra dos Bálcãs. Sempre temos guerra, força, beligerância. Por quê? Porque, necessariamente, o homem é mau.

O homem mau, historicamente, desde o primeiro momento em que percebeu o fogo e decidiu sobre ele viver. Poderia sobreviver da carniça, sem ter a mínima possibilidade de pudores ou ascos, para sobreviver.

Diante da premissa de que o homem é mau e que tudo volta, então vivemos realmente hoje um verdadeiro estado da barbárie eterna. Da desconstrução do desenvolvimento humano, desumano. É o que vemos hoje, aqui bem pertinho da gente, mas, ao mesmo tempo, bem no alto.

O Supremo Futebol Clube, a suprema arrogância de 11 membros, que se fizeram um time para ganhar de toda a nação. Essa é uma guerra beligerante porque eles entenderam que são o Supremo Futebol Clube contra o povo do Brasil, que os sustenta, que os mantém, que os significa.

QUEM CONSEGUIRÁ DAR CARTÃO VERMELHO DESSE TIME?

Sem sabermos por quê, há uma premissa continuando: que estes senhores não têm freios nem o controle no descontrole ético e moral, diante daqueles que deveriam proteger, por serem guardiães da Constituição.

Por que nós, o povo, estamos omissos? Ou é porque quem elegemos são os maiores cafajestes para construir a nossa sociedade e desvirtuar a nação? Estamos cercados pela maldade do homem e pela sua incompetência de se fazer crescer e entender. A sociedade brasileira está hoje corrompida, desprovida de um porteiro que tenha pudor e ética.

Por que 11 ministros sem pudores sobrepõem uma nação? Que armas, que forças têm esses homens? Se eles nem por si só se certificam da sua dignidade e honestidade, pois gravam conversas reservadas entre si. O que faz um ministro supremo fazer um contrato espúrio? Sentar-se num inquérito do fim do mundo e se fazer senhor do lugar?

Que barbárie nós, povo brasileiro, fizemos para merecermos o STF atual, Bolsonaro, Lula três vezes, Temer, Dilma, FHC, Collor, Sarney? Agora temos um novo Imperador, o SENHOR DO FIM DO MUNDO. Temos uma corte suprema de barões desmoralizados por um convívio óbvio com escritórios familiares de advocacia. Absolvendo ou dando sentenças para dividir o butim.

Como é que um par, descaradamente, destes senhores, extrapola e faz contratos e acordos espúrios? E, ainda mais interessante, como é que esses 11 membros dominam 594 congressistas e mais de 213 milhões de vassalos brasileiros? Em que tempo vivemos?

Não me lembro se houve no Triunvirato de César tal atitude.

Se na República de Weimar, obviamente que não.

Será que na Regência de Feijó? Em que momento tudo volta no ciclo da vida, da questão astrofísica e translacional? Em que momento tivemos 11 homens espúrios dominando toda a nação, dentro da inanidade da fragilidade de não termos quem nos proteja?

QUE SOCIEDADE BURRA OU TRISTE É ESSA QUE CEGA E NÃO PERCEBE?

O próprio Presidente atual foi condenado e preso por atos de corrupção provados escandalosamente e hoje está solto pelo mesmo STF que o prendeu e o soltou, para se autoproteger.

O último anterior forjou um golpe de Estado após dizimar milhares de pessoas durante a pandemia de COVID, por negar vacina. Hoje, felizmente preso, pois mereceu diante da tamanha traição que faria com a população.

Esse mesmo Supremo referendou a volta de um marginal julgado por ele mesmo como corrupto, preso por ele, até hoje não absolvido ou julgado. E, por conveniência de se fortalecer, o Supremo solta-o, em detrimento da possível volta de um golpista e para se livrar de um golpe contra si.

O que está em cima igual ao de baixo. Sim os lados são iguais.

Vivemos tendo como árbitro neste triste Fla-Flu, o Supremo Futebol Clube.

De um lado, um golpista medíocre, homicida, misógino, toda a estrutura da construção desumana do ser. De outro, a farsa cafajeste de uma organização política dominada por ideologia do “se dar bem”, com os companheiros. A grande mudança cíclica é que agora o Supremo Futebol Clube que não desempata o Fla-Flu: PeTralhas versus Bolsominions.

QUE TRISTEZA, MEU NOME É BRASIL. QUE TRISTEZA CÍCLICA, E O QUE FIZEMOS PARA MERECER?

Será que nosso voto é tão decrépito assim? Será que nossa cidadania chegou a tão rasteira mentalidade? Não sei se temos uma triste Bahia, pois essa é triste há muitos anos. Como já dizia o sábio Gilberto Gil: triste Bahia, triste Brasil.

Triste eu que raciocino assim nessa solidão amarga. Sentir-me tão burro e ultrajado por uma sociedade que me fez aprender a ler. Ler é a tristeza eterna. A cegueira na escuridão vê tanta desfaçatez. Triste Brasil.

Esse Supremo é tão impressionante que, ao mesmo tempo, fez um ladrão, não absolvido tornar-se presidente livre; faz governadores corruptos em senadores e deputados, todos dependentes deles eternamente, pois mantém seus processos engavetados. Se por um lado você se sente ultrajado, perdido, sem sua simples dignidade, do outro lado temos toda essa espécie de escória estabelecida. E todas elas agora envergonhadas umas com as outras pela dimensão das suas incompetências.

O Congresso Nacional está preso ao Supremo Tribunal, que prende e absolve. Vivemos toda a barbárie neste país atualmente devido ao Supremo, a suprema arrogância nacional feita por presidentes que os nomearam tal e qual suas vestes humanas. O Supremo é a imagem dos presidentes que os nomearam, acordado em compadrio e conluios previamente acordados.

A coisa é tão sem sentido que a OAB Futebol Clube entrou em campo.

Chamou atenção, já que não há juiz, e nem árbitro nessa bagunça de país. Viu que no campo universal do STF como árbitro está falindo, diante da opinião pública.

Então, com tanta imoralidade de um processo que tem 7 anos e que ninguém sabe o que é. Da obscuridade da proteção da própria imagem maléfica. Epa, vamos acabar com esse inquérito que cheiramos agora como um poder tirano com feição de injustiça imperial.

ENTÃO O SENHOR SUPREMO, A MÁQUINA QUE FAZ DINHEIRO, EXCLAMOU!!!

Pera aí: do jeito que tá indo, vocês vão comprometer os nossos escritórios aí de Brasília. Vocês estão nos desmascarando, nós OAB, a Ordem dos Advogados do Brasil que banca vocês, não podemos ser expostos.

Esperem aí: precisamos nos retroalimentar e moralizar esse jogo para ao menos manter a nossa parte na carniça, Brasil.

 

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