
Em seu texto, o escritor G.G. Carsan aborda a recente operação americana na Venezuela, que resultou na prisão do ex-ditador Nicolás Maduro. No Brasil, sempre dividido, há opiniões as mais diversas, de acordo com o viés indeológico, algo, aliás, que tem marcado a História recente do País. Confira íntegra…
Eu juro que estou me divertindo muito com as postagens e com os comentários acerca do golpe praticado pelos EUA contra o tirano venezuelano, Maduro.
Primeiro, porque os brazucas estão tão incomodados, que parece que o Trump resgatou o Bozo da prisão, ou levou o Lula para Guantanamo. Segundo, porque todos atacam e defendem ao mesmo tempo, esquecendo dos lados da moeda.
Ora, há pouco tempo, o Lula apoiava a invasão russa à Ucrânia. Pense num trem doido. E quase simultaneamente, desapoiava Israel, que vinha destruindo Gaza. Pense num trem descarrilado. São duas invasões. Como apoiar uma e defender a outra?
Em tempo, sou contra qualquer invasão. Estou dando meus pitacos nas postagens, bem humorado, sarcástico, irônico.
No caso venezuelano, independente do modo, a minha índole e caráter e conhecimento apontam para a necessidade de liberdade para aquele povo sofrido, morto, preso, expulso, fugitivo. E digo que dói vê-los pedindo esmolas nas ruas brasileiras.
Claro que para o povo, sempre haverá o revés. O povo sempre será massa de manobra. Seja o Trump, o Xi Jiping, seja o Kim, seja o Putin, seja o Macron, seja o Lula. Livre de um, logo refém do sucessor ou do próximo. Sempre foi assim na História mundial.
Mas para quem está no fio da espada, na boca do fuzil, com as mãos acorrentadas, a mudança oferece esperança. Eles, os cidadãos vitimados, exultam com a queda do usurpador do poder. Hoje, cada venezuelano vitimado grita e exala alegria.
Existe o apoio à queda do Nikolás Maduro. É legítimo. Mas há quem ataque os EUA, como invasão inaceitável. Nesse apoio A ou B, quem está de fora valoriza a consequência, antecipando os acontecimentos que possam ocorrer e imaginando que sejam terríveis para a América do Sul. Ora, balela. Não adianta sofrer antecipadamente.
Sobre o futuro expansionista do Império, há um medo supervalorizado. Nada do que estão dizendo acontecerá. Aqui, é o Brasil. É diferente. O povo brasileiro está dividido e atordoado, nessa polarização Lula x Bozo, mas isso é passageiro. Se Trump inventasse de querer dominar o Brasil, haveria uma união de forças e armados de baladeiras, de arcos e flechas, de espingardas de soca, canhões, de pedradas, iríamos à guerra. Americano nenhum aguentaria uma artilharia dessa.
Portanto, só rindo diante de todo alarde que está sendo apresentado, como se a vida fosse uma comédia.
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