PENSAMENTO PLURAL Um homem de sorte, por Ronaldo Cunha Lima Filho

Em seu comentário, o advogado Ronaldinho destaca a sorte do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Moraes esteve nos holofotes da mídia por conta do incrível contrato de R$ 129 milhões do escritório de sua esposa, Vivi Barci, com o Banco Master, mas foi, momentaneamente, “esquecido” após todo o escândalo que cerca seu colega Dias Toffoli. Confira íntegra...

Definitivamente, o ministro Alexandre de Moraes é um homem de sorte. Não fosse suficiente o contrato de honorários advocatícios celebrado entre sua esposa, a advogada Viviane Barci, e o banco Master, no valor de 129 milhões — um escândalo de proporções apocalípticas —, o atuante ministro vem escapando dos olhos sedentos da imprensa, que tem tratado o tema com inquietante discrição.

O alvo preferencial tem sido o ministro Dias Toffoli, flagrado em diversas condutas, no mínimo, amorais. Semana passada, os dois ministros protagonizaram um espetáculo deprimente ao tentarem explicar o inexplicável. Foi uma cena lamentável.

O ministro Alexandre de Moraes, com impressionante cinismo, bradou que a sociedade está “demonizando” a realização de palestras por parte de magistrados. Falso. Ninguém está tratando desse tema. O buraco é mais embaixo.

Toffoli, acuado e já sem conseguir justificar seus atos, vem caindo em queda livre. Tanto um caso quanto o outro merecem a mais indignada repulsa.

Ao que parece, o onipresente e “perverso” ministro Alexandre de Moraes, habituado a julgar com severidade e presteza, não adota para si a mesma régua. O mínimo seria uma explicação à opinião pública. Mas ele se comporta como se estivesse acima do bem e do mal. Intocável.

A mais alta corte do país, calada até aqui, vem se desmoralizando. Vem, a cada passo, perdendo o respeito. Triste Brasil.

 

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