PRA LIGAR O ALERTA Vários institutos confirmam elevada reprovação de Lula e risco de derrota em 2026 já pra Tarcísio

O presidente Lula tem colecionado sobressantos, neste início de 2025. Não bastasse o tsunami da história do Pix, mais recentemente teve o problema com o Plano Safra, que envolve um setor com qual mantém um contencioso, que é o agronegócio.

De permeio, dois problemas capazes de tirar o sono de qualquer governador: uma escalada de juros crescentes, sobre a qual nem mais pode reclamar do Banco Central, uma vez que o atual presidente é indicação sua, e o mais grave: o aumento da inflação.

O resultado não poderia ser mais devastador. Primeiro, a pesquisa DataFolha, da semana passada, trazendo uma queda vertiginosa da aprovação seu Governo, de 41%, em dezembro do ano passado, para apenas 24%, agora em fevereiro. Com um dado assustador: na região Nordeste, seu principal esteio eleito, o tombo de 16 pontos percentais: caiu de 46% para apenas 33% de aprovação.

Houve mais duas pesquisas, do Instituto Paraná CNT/MDA, todas refletindo a baixa popularidade e desaprovação do presidente desde então. Porém, a que mais trouxe preocupação veio da Quaest/Genial. Numa sondagem realizada em oito Estados, os resultados, não apenas corroboraram os dados do DataFolha, Paraná e MDA, como sinalizaram um cenário mais preocupante.

Sua avaliação negativa cresceu muito numa amostragem em oito Estados. Em São Paulo (com 69%), Minas Gerais (63%), Rio de Janeiro (64%), Paraná (68%), Rio Grande do Sul (55%) e Goiás (70%), a sua desaprovação já supera a casa dos 60%. Mesmo na Bahia (onde teve a maior votação em 2022), sua desaprovação supera 51% e, em Pernabuco, bate nos 50%. Este o cenário.

Por último, ainda segundo o Quaest, o petista perderia num eventual segundo turno em 2026 para praticamente todos os eventuais candidatos de direita, como Bolsonaro, Michele, Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, na maioria dos Estados e só conseguiria vencer, mesmo assim com estreita margem, na Bahia e em Pernambuco. E falta um ano e meio para as eleições de 2026.

Um exemplo: Em São Paulo, Paraná e Goiás, Tarcísio tem larga vantagem sobre Lula. Já em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, apesar de Tarcísio estar à frente numericamente, há empate técnico pela margem de erro. No Rio de Janeiro, é o inverso. Tarcísio perderia com maior desvantagem apenas em Pernambuco e Bahia (dados e avaliações de G1 e CNN).

É em meio a esse cenário insalubre que o presidente tenta se reconstuir, com algumas medidas como a exoneração da ministra Nísia Trindade (Saúde), pondo em seu lugar o ministro Alexandre Padilha. Mas, também é nesse cenário que o ministro Carlos Fávaro (Agricultura), já admite deixar o Governo por conta da atrapalhada do Plano Safra. Ou seja, uma ação reparadora ainda não começou.

Resumo da ópera: ou o presidente e sua equipe encontram, rapidamente, uma saída para atual crise em que se encontra, ou terá muitas dificuldades para tentar uma eventual reeleição em 2026, e muito mais para emplacar um sucessor, caso ele não seja candidato.