SIGILO DE LULINHA Romero critica condução de CPMI, justifica voto contra e a emenda sai pior que o soneto

Um dos momentos mais tensos na CPMI do INSS foi, sem dúvida, a aprovação da quebra do sigilo bancário de Fábio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A oposição comemorou, mas os governistas, que tentaram impedir, acusam o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), de fraude na votação.

O detalhe é que, meu caro Paraiakan, um deputado paraibano está entre os que contestam a quebra do sigilo financeiro e telemático de Lulinha. Sua posição ficou clara, após imagens postadas pelo próprios integrantes da comissão confirmarem seu voto contrário. Houve intensa reação nas redes sociais contra o deputado…

E Romero decidiu emitir nota, justificando sua posição: “Reafirmo que nunca votei para proteger quem quer que seja. Defendo investigações sérias, técnicas e responsáveis, sem uso político ou espetacularização oportunista.” E afirmou que a votação “foi pródiga em manobras desleais, distorção dos fatos e narrativas contaminadas pela desonestidade política”.

A nota não contribuiu muito para conter as labaredas, e ficou a impressão que a emenda ficou pior que o soneto, meu caro Paiakan.

Pra entender – O presidente Carlos Viana justificou o pedido de quebra do sigilo de Lulinha, diante de indícios verificados durante os trabalhos da CPMI, apontando que ele teria recebido uma propina mensal da ordem de R$ 300 mil, afora luvas. Lulinha foi apontado em alguns depoimentos como uma espécie de sócio oculdo de Antônio Camilo Antunes, o conhecido Careca do INSS.