TRISTE SINA DO BRASIL O escândalo nosso de cada dia é a cartilha da corrupção desenfreada movida à impunidade

Quando se imaginava que a degradação moral do Brasil tinha se esgotado com escândalos como Mensalão, Petrolão e Lava Jato, eis que surgem outros até piores como o roubo desbragado de aposentados do INSS e, mais recentemente, o caso escabroso do Banco Master. É a velha corrupção de guerra num País de triste sina.

Sendo que este do Banco Master trouxe um ingrediente de podridão a mais: a participação de ministros do Supremo Tribunal Federal. Um, envolvido diretamente com o dono do banco, inclusive em negócios pouco explicados de resorts e milhões. O outro, com a mulher contratada pelo Master em contrato de R$ 129 milhões.

Mais que isso: Dias Toffoli, de forma absolutamente desavergonhada, queria se manter como relator quando, claramente, tinha ligação com a teia do Master. E, ao ser “convidado” a sair, ainda recebeu altos elogios da Corte, como se fosse alguém de reputação ilibada, competente (nunca passou em concurso para juiz) e injustiçado.

Achou pouco viajou em avião particular com advogado do Master, em cujo processo era relator. O mesmo Toffoli que desmontou completamente a Operação Lava Jato, chegando ao displante de absolver quem tinha confessado roubo, inclusive com a devolução de dinheiro utilizado em delação premiada.

Alexandre de Moraes, que se especializou em perversidade, desde que assumiu como faraó do País, nunca deu satisfação quanto ao contrato vultoso contrato de sua esposa, Viviane Barci, com o Master. Apesar de ser uma quantia absolutamente fora dos padrões para qualquer escritório de advocacia.

Para outras pessoas, o ministro tem sido impiedoso, com condenações de 14 anos para uma mãe que escreveu com baton um “perdeu, mané”, do ministro Barroso, em estátua do Judiciário. O mesmo que deixou morrer um dos envolvidos no 8 de janeiro, o Clesão, apesar de todos pareceres médicos indicarem necessidade de tratamento.

Mas, há pior: começa a crescer a percepção de que toda essa imoridade não vai dar em nada, como costuma acontecer no País. O Senado de Davi Alcolumbre não vai dar guarida para impeachment de ministros, sequer para instalação de uma CPMI. A Câmara de Hugo Motta segue a mesma linha.

Em tudo a impressão de que estão todos envolvidos nessa patifaria que, no final, será paga pelo contribuinte. Triste sina deste País. Quando a única esperança é de que, passado todo o tornado desses últimos escândalos, outro já esteja sendo urdido nessa maquinaria de roubalheira que o País se tornou.