
O País tem encontro marcado com sua História nesta terça-feira (15/09). Às 10h, o Supremo Tribunal Federal deve se reunir para decidir se autoriza ou não a investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Não se esperava que a mais alta corte do País chegasse a isso. Mas, chegou, meu caro Paiakan.
E, por várias razões. Primeiro, seus ministros se arvorarem de cruzar os limites da Constituição, em nome de uma causa democrática, para invadir competências de outros poderes. Como não houve reação da mídia e de parte da sociedade, eles ampliaram seus poderes sem qualquer fronteira.
O inquérito do fim do mundo foi apenas parte dessa usurpação de poderes, ao insitutir instrumentos de perseguição e censura à Imprensa só vistos na Ditatura Militar. E, ironicamente, em nome da democracia… E com o esquisito apoio de parte da sociedade. Não se imaginava talvez, mas foi ali o ovo da serpente.
Ao longo de quase oito anos, o País conviveu com um ministro plenipotenciário, que usava a ferramenta para intimidar desafetos. Após 2023, veio a revelação de sua verdadeira identidade, com a condenção de vândalos com penas duríssimas, mais até do que se aplica a homicidas e traficantes. Sadismo. O País estava subvertido ao arbítrio.
Agora, para coroar o mesmo personagens se envolve, de forma explícita, com a marginalidade. Sua ligação com Daniel Vorcaro, apurada pela Polícia Federal, em tantas e tantas mensagens, revelou sua inclinação. E o contrato dos R$ 131 milhões do escritório de sua mulher com o Banco Master? Um escárnio.
O poder tanto foi que lhe subiu à cabeça, tal a certeza de impunidade. Fosse um cidadão comum a cometer os delitos dos quais ele é acusado, já estaria preso. Inclusive, com a prisão decretada pelo próprio ministro. Porque assim aconteceu em quase uma década de abusos.
Mas, parte da sociedade, aparentemente acordou. Junto com setores da mídia. Então, nesta terça-feira, o Supremo tem a oportunidade de decidir se acoberta este tipo de comportamento e se confunde com ele, nivelando por baixo, ou resolve que ninguém, nem mesmo um ministro que agiu como um ditador, está acima da lei, meu caro Paiakan.