
Depois de mandar processos da Operação Calvário, envolvendo Ricardo Coutinho, para a Justiça Eleitoral, eis que o ministro Gilmar Mendes (Supremo Tribunal Federal) não teve o mesmo comportamento em relação ao ex-procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro.
O ministro negou, nessa quarta-feira (16/09), o pedido apresentado pela defesa de Gilberto Carneiro, para trancar a denúncia contra ele no âmbito da Operação Calvário. Com a decisão, a acusação permanece válida, e segue na seara criminal.
A curiosidade é que seus advogados haviam argumentado exatamente os mesmos princípios que levaram Gilmar a amenizar com Ricardo Coutinho. A defesa insistiu que as acusações contra Gilberto teriam sido fundadas, basicamente, em delações premiadas.
E apontou Gilmar para negar o recurso: “A acusação lhe atribui papel específico no núcleo administrativo da organização criminosa, apontando atuação direta na interlocução com outros agentes, no recebimento reiterado de vantagens indevidas, na negociação de repasses ilícitos e na utilização de escritório de advocacia supostamente empregado para a coleta e ocultação de recursos indevidos.”