
A disputa ao Governo da Paraíba ganhou mais um capítulo, nesta quarta-feira (30/09). A campanha de Cícero Lucena (MDB), protocolou uma a segunda Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), a partir de elementos colhidos pelos advogados do candidato, que dizem ter descoberto um sistema de “documentação de compra de votos”, inclusive com a mobilização de servidores do Estado.
Segundo o advogado, “as pessoas (inclusive servidores) faziam essa visita qualificada, identificavam as demandas, depois retornavam atendendo esses pleitos e, por fim, perguntavam em quem os beneficiários iriam votar. É a primeira vez que vejo uma documentação da compra de votos tão explícita como esta”. Segundo Walter Agra, toda a ação está “bem fundamenta e muito bem documentada”.
Números – De acordo com a Aije protocolada junto à Justiça Eleitoral, houve pelo menos 8.592 abordagens, 1.721 demandas individualizadas, 723 pedidos de material e 6.942 revisitas foram catalogadas. O detalhe é que chegou haver uma denúncia, e quanto tornada pública, “a plataforma foi retirada do ar”. O advogado sustenta, contudo, que farto material foi colhido: “Baixamos tudo e encaminhamos ao Ministério Público Eleitoral”.
A plataforma operava no endereço “www.qualificada83.com.br“, ainda de acordo com a Aije. Já as visitas foram feitas, principalmente, nas cidades de João Pessoa, Bayeux e Cabedelo, aponta a ação.
Reação – Na tarde desta quarta-feira, o candidato Lucas Ribeiro (Progressistas) reagiu à denúncia e afirmou: “É mais uma demonstração de que eles não têm o que falar. Eles estão desesperados, atacando de qualquer forma, de qualquer jeito.”