INCÊNDIO NA BASE Deputados dizem que “primeira ministra” da Educação de pouco diálogo manda mais do que secretário

A assunto, meu caro Paiakan, tem aquecido a conversa entre alguns deputados na Assembleia Legislativa, com a indagação se pode uma “auxiliar subalterna mandar mais do que um secretário”. O caso se reporta ao secretário Cláudio Furtado (Educação), que estaria, segundo alguns parlamentares, à mercê de sua assessora Ludmilla Dantas.

O caso, provavelmente, não chegou ao conhecimento do governador João Azevedo, é a especulação na Casa. “Há um precedente aberto pela Secretaria de Educação quando o secretário, por melhor que seja, não é quem define ou comanda as ações de sua pasta, mas uma auxiliar sua”, diz deputado ao Blog.

Para o parlamentar, havia a percepção, que, ao ser escolhido pelo governador, o atual secretário teria “toda a autonomia, para conduzir os destinos da pasta, dado o seu histórico de competência”, mas “não é o que vem acontecendo”. O assunto tem se transformado num pequeno incêndio na base do governo na Assembleia.

“Com o atual secretário, a expectativa era que um salto de qualidade em política pública seria dado, mas essa expectativa não tem se confirmado, o professor Cláudio até planejou, e iniciou a execução de grandes feitos, o problema é a figura de uma primeira ministra na Secretaria que consegue não agregar na técnica e ser ainda pior na política”, diz outro deputado.

Há quem ironize que a Ludmilla instalou uma espécie de “parlamentarismo branco na Educação do Estado, capaz de concentrar e paralisar o que entende por bem, inteiramente à revelia do professor Cláudio, porque, de currículo pouco conhecido e legitimidade muito questionada, age como primeira ministra e é conhecida pela soberba inerente aos pequenos”.

O fato é que, segundo os parlamentares, a gerência administrativa encampou superpoderes que estaria operando como “adversária do sucesso da gestão, impondo empecilhos para não fazer andar qualquer que seja a ação para o bem da Paraíba”.

Também sobram queixas de que a gerente teria episódios de desavenças “com servidores, de escasso diálogo com gestores escolares, inoperância com os fornecedores, zero habilidade política no trato com a Assembleia Legislativa, funcionando como um poder acima do próprio secretário, que já compromete o seu histórico, e que em nada contribui para o já tenso ambiente de reeleição do governador”.

Bem se vê que a auxiliar do secretário Cláudio Furtado não está exatamente muito popular entre os deputados da base do governador na Assembleia.