O Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado, denunciou o delegado Braz Morroni e os agentes da Polícia Civil Everton Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, investigados na Operação Perfídus. Outras quatro pessoas também foram denunciadas pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Os investigados são alvos da Operação Perfidus, deflagrada em junho.
Segundo o Ministério Público, os três agentes públicos utilizavam a estrutura estatal para desviar drogas apreendidas e abastecer o esquema criminoso. Os demais denunciados seriam responsáveis pela comercialização, logística e distribuição dos entorpecentes em João Pessoa, no Sertão paraibano e no Rio Grande do Norte.
Na denúncia, o Gaeco pede a condenação dos envolvidos, a perda dos cargos públicos dos policiais, o confisco de bens e ativos financeiros e o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
Esta é a terceira denúncia apresentada contra os agentes. Eles já respondem a acusações de furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual.
Deflagrada em 2 de junho, a Operação Perfidus investiga uma organização criminosa suspeita de desviar drogas apreendidas e utilizar a estrutura da segurança pública para abastecer o tráfico. Durante a ação, foram cumpridos nove mandados de prisão, 24 de busca e apreensão e determinado o bloqueio judicial de cerca de R$ 10 milhões.
