PPP DA CAGEPA Deputado pede “CPI do Esgoto” para apurar negociação e Lucas critica oposição: “empresa não foi privatizada”

A temperatura subiu nesta segunda-feira (18/05), na esteira da PPP celebrada pela Cagepa com a empresa espanhola Acciona, que irá gerir pelos próximos 25 anos o saneamento básico de 85 municípios: o deputado André Gadelha (MDB) está defendendo uma CPI para apurar a negociação, que batizou de “CPI do Esgoto”.

André avisou que está determinado a ingressar com o pedido de CPI: “Nós estaremos entrando com um requerimento pedindo abertura de uma CPI, a CPI do Esgoto, do dinheiro sujo, de empresa indiciada, de governo corrupto, para que nós possamos apurar e, com maior transparência, mostrar a verdade aos paraibanos.”

A ofensiva foi rebatida pelo governador Lucas Ribeiro (Progressistas), que comandou o processo da PPP: “A Cagepa continua pública, pertencendo ao Governo da Paraíba e responsável pelo abastecimento de água e esgotamento sanitário.” Sustentou ainda a parceria com a iniciativa privada será usada para “acelerar investimentos”.

Em vídeo publicado nas suas redes sociais, o governador Lucas rebateu as acusações de que o Governo teria privatizado a Cagepa e classificou as declarações da oposição como “mentira”.

CUT contra – A Central Única dos Trabalhadores da Paraíba emitiu nota, manifestando “sua profunda preocupação” e posicionando-se de forma contrária à da Cagepa: “A experiência brasileira e internacional demonstra que a privatização dos serviços públicos essenciais resulta em aumento de tarifas, precarização do trabalho, redução do controle social e aprofundamento das desigualdades, sobretudo nas cidades menores e nas áreas mais pobres”.

Suspeição – O deputado André Gadelha lembra que a empresa Acciona foi mencionada em investigações realizadas na Espanha envolvendo supostos pagamentos de propina relacionados a contratos públicos.

Segundo reportagem publicada pelo jornal espanhol El País, a companhia informou ter aberto investigação interna e declarou “desconhecimento, surpresa e preocupação” diante das denúncias.