SÃO DUAS VAGAS André, Nabor e Queiroga entram como azarões na disputa ao Senado, mas… convém não subestimar

O MDB, enfim, define sua chapa com a indicação de André Gadelha para a segunda vaga ao Senado. E há quem especule que André entra como azarão na disputa. Sim, meu caro Paiakan, da mesma forma que Nabor Wanderley (Republicanos) e, num certo sentido, Marcelo Queiroga (PL) também.

O que leva a este tipo de especulação? O fato de todas as mais recentes pesquisas indicarem uma liderança folgada de João Azevedo (PSB) e Veneziano Vital do Rego (MDB), o que, pelo menos a preço de hoje, definir as duas vagas ao Senado. Mas, o detalhe é que as urnas só irão se manifestr em outubro.

Já houve vários casos em que azarões terminaram por surpreender. A senadora Daniella Ribeiro (Progressistas), por exemplo, não era tida como favorita na disputa de 2018. Apurados os votos, saiu com uma votação consagradora, inclusive à frente Cássio Cunha Lima, que era o grande favorito.

E há casos como a ex-prefeita Cozete Barbosa (PT) e Pollyanna Werter (PSB). Cozete, em 1998, obteve impensáveis 216.006 votos, e perdeu para Ney Suassuna. Pollyana, na eleição de 2022, obteve quase 500 mil votos, à frente, inclusive, de Ricardo Coutinho. Perdeu para o atual senador Efraim Filho.

Ou seja, muitas vezes, é bom não subestimar alguns adversários que entram no páreo, aparentemente, sem condições, mas que podem surpreender, se não para vencer como foram os casos citados, mas para tirar muitos votos de outros concorrentes, inclusive tirando deles a chance de vitória.

André entra como franco-atirador. Tem apenas o apoio da base do MDB e o prestígio municipalista do senador Veneziano. Nabor tem o peso de ser prefeito reeleito e contar com um míssil balístico que é o apoio de seu filho, o deputado Hugo Motta (Republicanos). E Queiroga, dos três, a maior incógnita, porque, de repente, pode surgar na onda bolsonarista e surpreender, como já surpreendeu na disputa pela Prefeitura, há dois anos.

Ou seja, meu caro Paiakan, é bom João e Veneziano não subestimarem os adversários, hoje considerados mais frágeis. A história das eleições deste ano podem trazer muitas surpresas.