
O presidente Lula e a direção nacional do PT dão sinais de que, dificilmente, o petista virá à Paraíba, durante a campanha, em função da indefinição em relação aos pré-candidatos ao Senado, meu caro Paialkan. Se vier, pode perder apoio de um dos três. Então, talvez aposta na distância para manter a parceria com todos eles.
Mesmo assim, o ex-governador João Azevedo (PSB) aguarda a presença do presidente Lula no palanque da chapa encabeçada por Lucas Ribeiro (Progressistas), inclusive com apoio a Nabor Wanderley (Republicanos). Ou seja, apoio à chapa integral, e não apenas a Lucas como, até agora, decidiu o PT estadual.
Já o senador Veneziano Vital do Rego (MDB) aposta que o arranjo até agora encaminhado pelo PT ainda pode mudar. Veneziano entende que, se o Progressistas decidir não apoiar a reeleição de Lula, então haverá espaços para uma nova definição da política de alianças no Estado.
Mas, a julgar pelo que defendeu o presidente nacional Edinho Silva, Lula deverá ficar um tanto distante do palanque na Paraíba, com a expectativa de não perder apoio do três pré-candidatos ao Senado: João, Nabor e Veneziano. Neste caso, a sinalização é alinhamento com Lucas e deixar para decisão da militância o segundo voto ao Senado, considerando que o primeiro será para João Azevedo.
O cenário não ajuda. Primeiro, a condição de Lula nas pesquisas mais recentes no embate com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Isso faz com que a disputa pelo apoio do petista não seja tão arraigada. Depois, a situação de apoio a três candidatos ao Senado pode levar ao fracionamento de alianças. Esse é cenário, meu caro Paiakan.