SEM OUTRO JEITO Resta a Nabor assediar as bases de João e Veneziano e se garantir com o revide que virá

As escaramuças registradas na chapa governista, envolvendo o ex-governador João Azevedo (PSB) e o ex-prefeito Nabor Wanderley (Republicanos) são a crônica de uma crise anunciada.

Quando Nabor entrou na disputa, já encontrou um cenário de polarização entre João e o senador Veneziano Vital do Rego (MDB), que lideravam todas as pesquisas, como os favoritos para as duas vagas ao Senado.

Que alternativas teria Nabor (Hugo Motta) para entrar no páreo? Ir à cata dos aliados de João, porque de seu mesmo espectro político. Em outra frente, também junto às bases de Veneziano.

O ataque aos aliados de João ensejou o primeiro ruído dentro da chapa, quando o ex-governador externou seu descontentamento, e lembrou a necessidade do grupo buscar a unidade na chapa majoritária.

O avanço junto a aliados de Veneziano resultou num embate entre o senador e o deputado Hugo Motta (Republicanos). Clima que azedou, após o presidente Lula (PT) divulgar vídeo de apoio à reeleição de Vené.

Poderia também assediar aliados do ex-ministro Marcelo Queiroga (PL), mas a candidatura de Queiroga se ancora numa plataforma fortemente ideológica de cunho bolsonarista, seara mais refratária à ação de Nabor e Hugo.

Resultado: Nabor vai seguir assediando aliados dos “adversário”. Não tem outra alternativa. Porque, a continuar o cenário atual, João e Veneziano serão eleitos para o Senado.

Mas, cabe recurso. Não se pode desmerecer a possibilidade de Queiroga, uma vez ancorado pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) vir a surfar numa onda de polarização e passar a ameaçar por uma vaga. Queiroga já mostrou sua força na última eleição, quando superou advsários mais veteranos e foi ao 2º contra Cícero Lucena (MDB), na disputa pela Prefeitura de João Pessoa.