
De um lado, o deputado-presidente Hugo Motta (Republicanos) que pediu e o Conselho de Ética atendeu, votando a suspensão temporária dos deputados Marcelo Van Hatten (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC). De outro lado, o deputado Cabo Gilberto (PL), líder da Oposição, que anunciou, nesta quarta-feira (06/05): “Vamos recorrer até o fim, para reparar esta injustiça.”
Os deputados tiveram os mandados suspensos por dois meses, por conta de episódio registrado na Mesa da Casa. Motivo: os três deputados ocuparam o plenário e o posto do presidente Hugo Motta, em protesto à prisão domiciliar do ex-presidente Bolsonaro (PL). À época, Bolsonaro ainda não havia sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal e havia tido a prisão decretada preventivamente.
Hugo acionou os parlamentares junto ao Conselho de Ética da Casa, alegando ter sido impedido de realizar seu trabalho na presidência da Câmara, e foram acusados da prática de quebra de decoro. A punição só poderá ser aplicada, após confirmação da Comissão de Constituição e Justiça e, em seguida, pelo plenário da Câmara.
Cabo Gilberto avisou, em suas redes sociais: “Como líder da oposição, tenho certeza absoluta que nós iremos utilizar todo o regimento, iremos agora recorrer, assim que terminar o prazo, para a CCJ. E só iremos ser derrotados no plenário com a votação final. Iremos até o fim, porque esses parlamentares aqui não cometeram crime nenhum e não desrespeitaram o artigo 55 da Carta Magna, nem o regimento interno.”