SENSAÇÃO DE COVARDIA Flávio não suporta derrota, foge sorrateiramente e abandona seus eleitores

Nem o mais inspirado roteirista seria capaz de conceber o que aconteceu no pós eleição no Brasil, com a fuga do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), meu caro Paiakan. A fuga soou como uma covardia do senador, deixando para trás cerca de 60 milhões de brasileiros que acreditaram em seu projeto eleitoral.

Apesar das muitas informações desencontradas, sobre como se deu a fuga, se pela Argentina ou não, se pelo Equador, se já chegou aos Estados Unidos, não importa. O fato é que o senador fujão deixou o Brasil. Apesar de argumentar perseguição por parte do ministro Alexandre de Moraes (Supremo Tribunal Federal), um líder não abandona sua gente.

Flávio, provavelmente, seria preso, por determinação de Moraes (sempre Moraes). Aliás, decretar a apreensão dos passaportes sete minutos após anúncio do resultado das urnas foi o sinal e talvez o maior erro de Moraes. Porque, com isso, deu esse argumento ao senador fujão. Mas, não custa lembrar que presidente Lula também teve prisão decretada e, até onde se sabe, não tentou fugir do Brasil.

Ao final, fica a impressão de como o Brasil segue uma republiqueta de bananas. Também, uma eleição que teve uma estranhíssima interferência do ministro Cristiano Zanin, um atraso de duas horas até o início da apuração, não dava pra esperar um desfecho menos espetaculoso com a fuga do candidato derrotado. E o mais triste, meu caro Paiakan, o País encenou uma verdadeira ópera-bufa aos olhos do mundo.

(*imagem acima de Méuri Elle/Aos Fatos)